“Super Bock Super Rock” dentro de um mês no Meco

A menos de um mês do arranque do 25º Super Bock Super Rock, que promete levar milhares de pessoas ao Meco, entre 18 e 20 de julho, a agitação é grande na Herdade do Cabeço da Flauta, com a preparação do espaço para acolher um festival que este ano regressa ao concelho de Sesimbra com uma nova disposição, muitas surpresas e um cartaz que está entre os melhores de 2019.

Entre as novidades desta edição, conta-se uma área de campismo com abertura a partir do próximo dia 17, que estará dotada de diferentes opções de glamping e car camping, para além de um warm-up no recinto para os portadores do passe de três dias, com autocarros gratuitos e boleias para a praia. Apesar dos dois parques de estacionamento que estão a ser criados, também a “mobilidade é um dos principais focos” deste ano, com soluções complementares para as deslocações que contam com a parceria da Transportes Sul do Tejo (TST), que vai disponibilizar autocarros de ida e volta diretos de Lisboa.
Luiz Montez, da promotora ‘Música no Coração’, sublinhou que “o país evoluiu desde a última edição no Meco e hoje temos a A33, autoestrada que é mais um acesso ao festival e que na altura não existia”, recordou, tendo apelado à utilização dos transportes públicos. “Chegar cedo, seguir rigorosamente as indicações das autoridades competentes e partilhar carro” como opção para chegar ao recinto, são algumas das sugestões dadas aos festivaleiros que participam no Super Bock Super Rock. Em relação ao cartaz deste ano, Montez realçou que “está muito coerente e aposta na atualidade”, num momento em que existem mais de 700 festivais espalhados por toda a Europa.

Nomes de referência como Lana del Rey, Migos, Phoenix, Metronomy, Cat Power, Disclosure ou Janelle Monáe, bem como as sonoridades dos The 1975, Christine and The Queens, Charlotte Gainsbourg, Jungle, Masego ou FKJ vão passar pelo Meco, à semelhança de Roosevelt, Superorganism, Rubel, Marlon Williams e The Blinders, sem esquecer a música nacional com os ProfJam, Capitão Fausto, Branko, The Glockenwise, Dino D’Santiago e Conjunto Corona.



Boas práticas ambientais
O regresso do festival à natureza vai trazer consigo “mais responsabilidade para com o ambiente” e impõe à organização do evento uma “sensibilização do seu público”. Nesse sentido, foi criado um Plano de Suporte Ambiental e estabelecidas parcerias com entidades como a Câmara de Sesimbra e a Amarsul, Quercus, Sociedade Ponto Verde e o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Alexandra Cabral, arquiteta paisagista responsável pela coordenação destas entidades, destacou que o regresso do evento ao Meco significa “voltar a uma situação territorial, que do ponto de vista da sensibilidade biofísica e ambiental, tem que ser salvaguardada para que possamos vir a este local durante três dias, sem que para isso tenhamos que aqui deixar o que não é desejável”. Já Nuno Banza, presidente do ICNF, sublinhou ser “importante que todos mudem a sua estratégia”, dado que atualmete “as alterações climáticas são uma realidade” e a música sempre teve “uma grande importância para transmitir este tipo de mensagens”.
O objetivo final passa por “incentivar as boas práticas ambientais”, nomeadamente através do Projeto Mar Motto e da instalação no recinto de sanitários de compostagem, para além do sistema de copos reutilizáveis “amigos do ambiente” sob a chancela da Super Bock, que vai ainda introduzir no espaço uma máquina de cerveja à pressão que funciona a energia solar. Texto e foto; Luís Geirinhas

Partilhe este artigo no Facebook