27º Festival Sete Sóis Sete Luas até finais de agosto

O 27º Festival Sete Sóis Sete Luas (FSSSL), que este ano decorre até 31 de agosto, na Fábrica da Pólvora de Barcarena, em Oeiras, arrancou no passado dia 20, mas os concertos de música mediterrânea só arrancaram no último dia 5, com entrada livre.

A magia da música do mundo mediterrânico e lusófono volta a enriquecer a programação da 27ª edição do Festival Sete Sóis Sete Luas, num evento que anima Oeiras há mais de duas décadas e que transforma aquele espaço num “verdadeiro ponto de encontro de artistas internacionais”, numa iniciativa que conta com o apoio do município e do programa Europa Criativa.
São vários os nomes agendados no programa que, através de uma proposta de concertos e espetáculos, que até ao próximo mês de agosto inclui artistas de França, Israel, Itália, La Reunion, Marrocos, Portugal, Cabo Verde, Brasil, Guiné-Bissau e Espanha. Refira-se que o FSSSL é uma “realidade única na Europa e talvez no mundo”. Nascido em 1993, como uma ponte cultural entre Itália e Portugal, ampliando-se ao longo dos anos com o envolvimento de mais países.
Atualmente é promovido por uma Rede Cultural de trinta cidades de 10 países do Mediterrâneo e do mundo lusófono, entre os quais Brasil, Cabo Verde, Croácia, Eslovénia, Espanha, França, Itália, Marrocos, Portugal e Tunísia. “A promoção da arte e cultura com vista à aproximação entre países, cidades e pessoas é o ponto de partida para este festival, que assenta numa estratégia de coesão, descentralização territorial e fusão intercultural”, realça a organização do evento em comunicado à imprensa.
O intercâmbio estabelecido dá origem a um conjunto de sinergias, convidando a uma viagem de descoberta e fruição pelos universos da arte, do folclore, da gastronomia, do património arquitetónico e vernacular das regiões envolvidas, bem como das suas gentes.



PROGRAMA ATÉ 31 DE AGOSTO

19 de julho – 22 horas
MED-ARAB-JEWISH 7SÓIS ORKESTRA (países da Rede SSSL)

Esta ambiciosa nova criação musical do FSSSL propõe-se a promover o diálogo intercultural, graças à presença de músicos judeus, muçulmanos e cristãos, contribuindo para a aproximação entre as diferentes culturas das duas margens do Mediterrâneo. Conta com a participação de prestigiados mestres representativos dos três mundos culturais e religiosos típicos do Mediterrâneo e do sul da Europa: Stefano Saletti, de Itália (direção musical e bouzouki), Eden Holan, de Israel (voz), Arnaud Cance, de França (guitarra, voz e acordeão), Harry Perigone, da ilha de La Réunion (percussões), Soukaina Fahsi, de Marrocos (voz) e o português Carlos Menezes (baixo).

26 de julho – 22 horas
AMILOTX (País Basco)

Com 16 bailarinos em palco, acompanhados pelo quarteto musical Korrontzi, o grupo de dança popular basca Amilotx realiza coreografias originais com uma “energia inesgotável”, inspirando-se nos bailes tradicionais de Euskadi, envolvendo o público numa noite de festa e danças. Será acompanhado pelo quarteto Korrontzi, vindo do País Basco, que, com a sua música, homenageia a cultura popular basca, com influências de todo o mundo, proporcionando “um concerto cheio de energia e de alegria, onde a música e a dança se fundem”.

02 de agosto – 22 horas
LES VOIX DES 7SÓIS (países da Rede SSSL)

“Les Voix des 7Sóis” é o nome da nova criação artística original 2019 do Festival Sete Sóis Sete Luas, surgida do trabalho conjunto de músicos provenientes das diversas margens do Mare Nostrum, do mundo lusófono e francófono. Diferentes culturas, instrumentos musicais e jovens talentos partilham tradições e criam temas musicais inéditos que testemunham a compreensão e colaboração dos países da Rede Sete Sóis Sete Luas. Com direção musical do compositor, guitarrista e pianista português Nuno Dario, participam nesta orquestra o guitarrista e baixista esloveno Teo Colori, o flautista francês Damien Fadat, o percussionista português Ruca Rebordão e as jovens cantoras Paola Bivona (Itália) e Hadil Mechrgui (Tunísia). numa estreia nacional.

09 de agosto – 22 horas
ALESSIO BONDÍ (Sicília, Itália)

Alessio Bondí é cantor, compositor e também ator licenciado na Accademia d’Arte Drammatica de Roma, vencedor do conhecido prémio italiano “De André”, para a melhor interpretação, em 2013, e da importante “Placa Premio Parodi”, da Sociedade Italiana de Autores, em 2014. No mundo musical de Alessio vivem atmosferas de infância, profundas e doces, poéticas e surreais, pintadas com as “cores musicais” da sua terra de origem. Com cinco álbuns editados, o músico foi descrito na rádio italiana como estando “a meio caminho entre Jeff Buckley e a cantora e compositora siciliana Rosa Balistreri”. As suas letras estão traduzidas em seis idiomas: italiano, inglês, espanhol, francês, português e alemão.

16 de agosto – 22 horas
CHRISTOPHE MONDOLONI (Córsega, França)

Christophe Mondoloni nasceu em Ajaccio e começou a aprender canto e o estudo da polifonia nas igrejas, aos 15 anos de idade. Em 2008, edita o seu primeiro álbum que inclui uma faixa composta por Jean Pierre Lang (autor de canções para Céline Dion). A sua música combina um estilo moderno com profundas raízes da Córsega e tem origem em melodias étnicas e tradicionais, transmitidas de geração em geração, que marcaram a vida dos ilhéus durante décadas. Variações, toques pessoais e improvisação desempenham um papel importante dentro desta tradição musical, uma característica encontrada na música de Mondoloni. O seu grupo já realizou centenas de concertos em toda Europa.

23 de agosto – 22 horas
MANECAS COSTA & MICAS CABRAL (Guiné-Bissau)

Manecas Costa é um artista de destaque da Guiné-Bissau e um dos nomeados para o Grammy Awards em 2009. Talentoso e emotivo guitarrista, facilmente encanta o público com os seus temas. Depois de escutar o seu álbum ‘Fundo de Mato’, rendida ao seu talento, Lucy Duran, colosso da BBC Radio, produz “Paraíso do Gumbé”, um trabalho musical que lança oficialmente Manecas no mundo da world music. Micas Cabral, outro dos mais carismáticos músicos da Guiné-Bissau, guitarrista, escritor e produtor, vocalista do conhecido grupo de música popular guineense, Tabanka Dj, agora a solo, mostra o seu excelente talento artístico.

30 de agosto – 22 horas
CAIXA DE PANDORA e MILLI VIZCAINO (Portugal, Espanha)

Luciérnagas y Pirilampos é o nome dado a um projeto musical fronteiriço (mas sem fronteiras), nascido de uma simbiótica sensibilidade ibérica. Escolhido para abrir a edição de 2018 do Festival Flamenco y Fado Badajoz, este projeto é fruto de uma fusão do grupo português Caixa de Pandora com a cantora espanhola Mili Vizcaíno. Não se trata de Flamenco e também não se trata de Fado, mas de uma qualidade exímia à qual ninguém fica indiferente. Em palco, os quatro músicos interpretam e cruzam as suas rotas de afinidades, imprevisíveis na forma, apaixonadas no conteúdo.

31 de Agosto – 18 horas
BULE-BULE – NOVAS DANÇAS TRADICIONAIS (Portugal)

Oficina de Dança e Baile | A partir de raízes rítmicas e de movimento comuns a Portugal e a diferentes zonas do fantástico continente africano e do imenso Brasil, as danças tradicionais são descobertas e dançadas através de uma perspetiva criativa, utilizando a linguagem da dança contemporânea, de adaptação ao grupo de pessoas que participam na oficina e no baile. Bule-Bule: “novas/velhas danças”, fonte de diversão e comunicação criativa entre todos.

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