Mostra “Territórios com História: Quinta do Marquês”

A Casa da Arquitetura, na Cruz Quebrada, recebe a partir do próximo dia 25 até 11 de agosto, a exposição “Territórios com História: Quinta do Marquês”, numa mostra centrada na apresentação do espólio arquitetónico de valor histórico e cultural que é a Quinta do Marquês de Pombal, conjunto que representa uma imagem de marca do concelho de Oeiras.

“Territórios com História: Quinta do Marquês” leva-nos a uma viagem pelo tempo que permite descobrir “uma Oeiras esquecida, um território de quintas e palácios, uma paisagem natural de uma beleza exuberante”. A obra Pombalina existente no concelho, veio transformar ao longo de séculos de existência, tudo o que a vista abrangia, desde o centro da vila às estradas e ruas de acesso, numa paisagem “que oferece ainda hoje uma marca monumental que se estende desde o Palácio à vila, emocionando todos os que por aqui passam”.



Localizada em Oeiras, as origens desta propriedade remontam a 1676, quando Sebastião José de Carvalho, avô do futuro Marquês de Pombal, adquire um conjunto de terras, que constituíram o início da Quinta de Oeiras, Morgadio de Oeiras.
Posteriormente, a quinta foi aumentando devido à aquisição de uma série de terrenos circundantes, dando inicio a diversas obras de melhoramento, que após a morte do tio do futuro Marquês de Pombal, em 1737, ganhava ainda mais “impulso”. A construção do palácio e a campanha decorativa que se haviam iniciado anos antes, ganhavam mais importância, sobretudo “devido ao esforço do Marquês de Pombal e seus dois irmãos”. Um projeto que tem vindo a ser atribuído a Carlos Mardel, arquiteto húngaro que teve “um papel preponderante na reconstrução da baixa pombalina”, em Lisboa.
O dinamismo e o poder político e económico do então Marquês de Pombal, trouxeram ao seculo XVIII e a Portugal, uma “série de inovações tecnológicas” e um “emparcelamento e funcionalidade do espaço que permitia produzir e transformar os produtos, para comercialização e conquista de mercados europeus”.



Atualmente, a Quinta do Marquês de Pombal, integra a Quinta de Baixo, onde se situa o Palácio e a Quinta de Cima que corresponde a cerca de 80 por cento da área total da propriedade cuja área murada ocupa cerca de 130 hectares. Globalmente constitui-se como “uma propriedade modelar agroindustrial”.
A Quinta do Marquês é atravessada pela ribeira da Lage, eixo em torno do qual se desenvolvem os núcleos e edificações. Apresenta um conjunto arquitetónico que, apesar de atualmente degradado, representa para todos os que a conhecem “uma imponência e significado forte pela presença dos monumentos que se destacam na paisagem”.
Recorde-se que a ‘Casa da Arquitectura’ nasceu da vontade de criar “um espaço que permita à comunidade a sua utilização e paralelamente, seja uma forma de melhor entender o pensamento/trabalho dos arquitetos portugueses e da arquitetura, assim como todo o seu processo criativo”.

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