Tudo a postos em Algés para festival NOS Alive

Milhares de pessoas preparam-se para invadir a partir da tarde desta quinta-feira, o Passeio Marítimo de Algés para participar na 13ª edição do festival NOS Alive, cujo recinto já está a postos para receber dezenas de bandas nacionais e estrangeiras, bem como outros artistas de diferentes géneros musicais e comédia.

Até ao próximo sábado, dia 13, aquela zona ribeirinha promete transformar-se no maor centro de entretenimento e convívio musical da Grande Lisboa. Rita Torres Baptista, diretora de Marca e Comunicação, afirma que “quisemos este ano dar um passo em frente, no sentido da NOS ser tão acolhedora no seu espaço físico, como é na sua tecnologia para quem vem ao festival”, tendo sido instalada uma bancada privilegiada para convidados.
Desta vez e dada a forte presença da rede móvel no recinto, a responsável defendeu que “vão existir mais ‘uploads’ do que ‘downloads’, para as cerca de 55 mil pessoas que vão passar diariamente pelo NOS Alive, de forma a ser vivido com grande intensidade”. Este ano, outra novidade será o Palco NOS Clubbing que será o primeiro do festival onde os participantes terão uma experiência em 5G. Trata-se de “uma tecnologia que nos vai permitir dar um salto na forma como vivemos. Não é um 4G mais rápido, mas uma nova forma de vivermos com outra velocidade e internet que está em todo o lado e que não se faz sentir”.
Segundo Rita Torres Baptista, o “primeiro festival 5G do mundo vai ter uma câmara 360, que irá transmitir os concertos possíveis com recurso a óculos 3D”, apenas no espaço dos convidados e que “permitirá uma perspectiva única de cada concerto e sobre o que está acontecer no palco”, destacou. ‘Power banks’ para todos e para que ninguém se desligue, rede que nunca vai abaixo, assim como ‘power wi-fi’s’ por todo o recinto são as garantias dadas pela responsável, que acredita que serão três dias “incríveis e mágicos de música”.

Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal de Oeiras: “Um evento extraordinário”
Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras, recorda que aquando da realização da primeira edição do NOS Alive, foram “superadas as expectativas que na altura nos foram apresentadas e hoje é indiscutível que é um evento extraordinário”, classificando o mesmo como um dos “maiores” em Portugal. O autarca falou ainda sobre a beleza do território onde decorre, que “está vocacionado para o lazer e o entretenimento”.



Por outro lado, sublinhou ser “fundamental que todos os que frequentem o evento, saibam que estarão num dos festivais com maior segurança” a nível nacional, tendo sido reforçados todos os meios e medidas nesta área, com “o envolvimento das forças de segurança, protecção civil e bombeiros “. O edil reconhece que “retirar mais de 50 mil pessoas do espaço não é fácil”, razão pela qual a autarquia “está a tentar melhorar de ano para ano as condições existentes no terreno”. Neste momento, estão “dois projetos praticamente concluídos” que vão facilitar as entradas e saídas dos festivaleiros daquele recinto, através de duas ligações por cima da linha férrea que liga Cascais ao Cais-do-Sodré, em Lisboa, para permitir mais uma alternativa a todos os que se dirigirem ao local. O presidente de câmara salientou todo um trabalho de bastidores existente entre entidades, para evitar “estrangulamentos” de aglomerados de pessoas. “É esta adesão extraordinária e o sucesso deste festival que dá força às instituições para que este seja um espaço para as pessoas, onde vão decorrer outros eventos até ao final do ano”, concluiu Isaltino Morais.

Álvaro Covões, diretor da promotora “Everything Is New”: “NOS Alive está sempre a evoluir”
Para o empresário Álvaro Covões, o NOS Alive “está sempre a evoluir e é precursor em vários projetos”, disse. “Somos o primeiro festival do mundo a criar bolsas de investigação científica”, lembrando que “temos quase 30 cientistas que trabalham no Instituto Gulbenkian de Ciência” no âmbito de um programa que está a ser desenvolvido.
Durante uma visita ao recinto no início desta semana, o diretor da promotora referiu-se também ao caso de uma festivaleira paraplégica já adulta, que após o final do evento não teve transporte assegurado para o regresso a casa. “É uma vergonha que em Portugal não existam transportes públicos 24 horas por dia, para pessoas com mobilidade condicionada. Queremos chamar atenção para este problema”, criticou.
No final de cada noite “vamos garantir que alguém que esteja sozinho, possa sempre regressar a casa. Somos o primeiro festival a ter uma zona para grávidas e este ano um espaço para mamãs”, acrescentou. “Desde a primeira edição que temos uma política de sustentabilidade, para utilização de brindes úteis e reutilizáveis, com o lixo produzido no festival a servir para construir mobiliário urbano”, revelou. Texto: Luís Geirinhas | Foto: NOS Alive

Transtejo tem parceria exclusiva com CP e desconto especial para praias



A TTSL – Transtejo Soflusa associa-se nesta 13.ª edição ao NOS Alive, com uma parceria exclusiva com a CP, através da qual disponibiliza um bilhete combinado no percurso “Cacilhas – Cais do Sodré – Algés”, para portadores de bilhete ou passe do evento.
Para os festivaleiros que queiram aproveitar o sol e as praias da Costa da Caparica, a TTSL oferece ainda um desconto especial na viagem de ida e volta, na ligação fluvial Belém – Porto Brandão – Trafaria. Entretanto, nas madrugadas de 12, 13 e 14 de julho, a TTSL realiza duas carreiras extra com destino a Cacilhas.

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