Goa revisitada em Lisboa no Museu do Oriente

“Era uma vez em Goa: identidades e memórias no cinema” é a viagem cinematográfica que se inicia esta semana em Lisboa, no Museu do Oriente.

Na próxima quarta-feira, dia 4, a iniciativa inicia-se com a exibição de “Eternal Foreigner” (2003) e “Pátria Incerta” (2005), com o filme “A Dama de Chandor” (1998), a ser exibido no dia 8, revisitando este território “através de olhares contemporâneos e documentais”, sempre com entrada gratuita.



“Eternal Foreigner” (2003), de Paula Albuquerque, é um documentário pessoal que retrata os encontros da realizadora com várias pessoas relacionadas com o passado da sua família e que a levaram a descobrir surpreendentes aspetos da sua identidade cultural e emocional, linhas de fuga que ainda hoje influenciam o seu trabalho. No mesmo dia é também exibido “Pátria Incerta” (2005), de Inês Gonçalves e Vasco Pimentel, um filme que olha para o génio que o povo colonizado revela, ao produzir uma síntese civilizacional própria.
Já “A Dama de Chandor” (1998), de Catarina Mourão, é o filme em destaque no dia 8 de setembro. De acordo com a sinopse, “três décadas passadas sobre a integração de Goa na União Indiana, e sobre a sua libertação face ao poder colonial português, este Estado indiano surpreende por nele coexistirem culturas diversas e uma sociedade que se encontra estranhamente cristalizada no tempo”. O filme retrata a história de Aida, a ‘Dama de Chandor’, que tenta a todo o custo, preservar a casa onde vive, símbolo visível e palpável da sua identidade que ela sente ameaçada”.



O ciclo de cinema “Era uma vez em Goa: identidades e memórias no cinema” tem sessões agendadas para os dias 4, 8, 13, 18, 22, 27 e 29 de setembro, no Auditório e Sala Beijing, às 18 horas, com entrada gratuita, mediante levantamento prévio de bilhete, num evento comissariado por Maria do Carmo Piçarra. Foto: Divulgação

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