Workshops animam Museu do Oriente até dezembro

Aprender a desenhar caracteres japoneses e a criar modelos arquitetónicos em origami são os desafios lançados pelo Museu do Oriente, com duas oficinas que se realizam hoje e amanhã, inspiradas no ‘País do Sol Nascente’.

A escrita dos ideogramas, recorde-se, foi introduzida no Japão vinda da China, no século V e pode agora ser aprendida na oficina dirigida por Yuko Kase, docente do curso de Língua Japonesa, no Instituto de Estudos Orientais da Universidade Católica Portuguesa. Considerada “uma das artes mais tradicionais do Japão”, a caligrafia Shodō é também “uma das mais antigas”. O gosto e admiração por esta “requintada escrita permanece até aos dias de hoje, fazendo parte das disciplinas ensinadas no Japão desde o 1º ano da escolaridade”.
Iniciando-se com um lápis de grafite 4B, as crianças imitam os modelos dos caracteres, equilibrados e harmoniosamente desenhados na folha de papel. Anos depois, passa-se a praticar o Shodō com pincel e tinta, sobre papel de arroz. Os primeiros passos da aprendizagem consistem sempre em imitar e copiar os modelos das escritas clássicas. Além do ensino oficial, há um grande número de alunos que frequenta a casa de um mestre (salão de Shodō) para aperfeiçoar a sua técnica.
Também do Japão chega-nos a arte do origami que, esta quarta feira, dia 25, é tema de uma oficina dedicada ao trabalho dos mestres Masahiro Chatani e Keiko Nakazawa e à criação de estruturas com base em figuras geométricas, aplicadas a cartões com abertura a 180º. O workshop “Origami Arquitétonico 180º” tem como objetivo “convidar os participantes a cortar um desenho no papel que será dobrado em secções para, mais tarde, serem levantadas numa espécie de pop-up que faz a passagem à terceira dimensão”. Entre outros modelos, serão dobrados a ‘casa de neve’, de Masahiro Chatani e o ‘leão’ de Keiko Nakazawa. Ambos os workshops têm um custo de 20 euros.



Um contacto direto com a matéria-prima para criar uma verdadeira obra de arte, é o que o Museu do Oriente sugere com as oficinas “Bio-cosmética e Plantas de Ayurveda”, no dia 28 de setembro e a “Introdução à Roda de Oleiro”, entre 30 de setembro e 4 de outubro.

Aliando a bio-cosmética às plantas da Ayurveda, tradicionalmente usadas na Índia pela sua ação benéfica na pele, o workshop de dia 28 dá a conhecer as propriedades destas plantas na cosmética, e ensina a formular alguns produtos de uso diário como cremes e bálsamos, a partir de ingredientes naturais. O objetivo é que, no final, cada participante leve para casa a sua própria criação de creme facial, desmaquilhante, bálsamo facial e bálsamo labial. O workshop “Bio-cosmética e as plantas da Ayurveda”, que acontece durante a tarde do próximo sábado, tem um custo de 50 euros e inclui um manual, materiais e produtos utilizados no decorrer do workshop, que terá um mínimo de oito participantes e o máximo de 12 pessoas.
Já o workshop “Introdução à Roda de Oleiro – Nível 1”, que começa a 30 de setembro e decorre até dia 4 de outubro, tem lugar de segunda a sexta-feira, durante a tarde e com duas turmas diferentes.



Nova estação, novas aprendizagens

A forma como a alimentação permite criar o equilíbrio entre os fatores internos e externos, a gestão dos ciclos da vida, a saúde e as emoções através da alimentação e da adaptação da mesma a esses estados, é o que aborda o workshop “A alimentação pelas cinco transformações”, que aquele museu organiza entre 12 de outubro e 14 de dezembro.

Em cinco sessões temáticas, os participantes vão descobrir como ganhar em saúde, liberdade e autonomia, através da aprendizagem da autoanálise e da gestão pessoal das próprias emoções. Foi pela observação da Natureza e pela relação entre o Ser Humano e a mesma, que surgiram as cinco Transformações ou os cinco elementos estudados na Medicina Tradicional Chinesa. Estas transformações revelam-se internamente, nos órgãos físicos, nos sentidos e através de emoções, sendo os meridianos um exemplo dessa revelação. Externamente, também se revelam com as estações do ano, as fases do dia, através do clima e a partir de alimentos específicos resultantes dessas estações e desse clima.
A origem de expressões como “ter maus fígados” ou “ter bom coração” e o motivo pelo qual as fobias aumentam ao final do dia, são alguns dos temas tratados nas sessões, que aprofundam cada uma das transformações.
“A transformação da água, o inverno e a coragem/fé na vida”, “A transformação da árvore, a primavera e o entusiasmo”, “A transformação do solo, as fases entre estações e a compaixão”, “A transformação do fogo, o verão e a alegria serena” e “A transformação do metal, o outono e a capacidade de análise”.
No caso deste workshop, entre outubro e dezembro, os participantes terão que pagar 150 euros por um conjunto de cinco sessões ou 35 por cada sessão.

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