Samba e MPB esta noite na Feira da Diversidade

O “Concerto de MPB – Música Popular Brasileira”, pelo baiano Edson Fox, marca esta noite o primeiro dia da terceira edição da Feira da Diversidade, que acontece na FIARTIL – Feira de Artesanato do Estoril.

A atividade gratuita e aberta à comunidade, com inicio às 20 horas, conta com a apresentação do repertório musical do artista e com a interpretação de grandes compositores da Música Popular Brasileira (MPB). A viver há 18 anos em Portugal, Edson Fox, também conhecido por Edson Raposo, começou a ter gosto pela música através de um instrumento de percussão chamado tamborim. Por ser tão novo foi apelidado de “mascote mirim” e foi convidado a tocar num grupo de samba da zona onde morava, em Salvador. Daí em diante teve a “oportunidade de aprender vários instrumentos musicais e já aos 10 anos sabia tocar cavaquinho, baixo e violão”.
A primeira banda onde atuou como baixista profissional foi os “Dragões do Samba”, com apenas 12 anos de idade, tendo tocado durante sete anos em várias bandas de axé e baile. No ano 2000, surgiu a oportunidade de emigrar para Portugal e atuar na banda Canta Brasil, onde trabalhou ainda com as bandas de reggae Kussondulola e Mercado Negro. O artista brasileiro participou também num projeto de fusão de semba com fado chamado Projeto Kaya. Foi também em Portugal que Edson Fox, teve “inspiração para compor”, quando começou a ouvir a banda angolana Banda Maravilha e identificou-se com o swing africano.
As letras da suas canções contam a história da sua trajetória de vida, das suas lutas e saudades da sua terra, dos amores e das amizades que conquistou em Portugal.



Uma hora antes da sua atuação, tem lugar o espetáculo “Eu Sou o Samba”, dinamizado por Lisiane Moresco, da 5essência. À Feira da Diversidade a artista vai levar as suas composições mais conhecidas na área do samba, os seus maiores poetas e as suas nuances regionais. Será uma viagem musical e rítmica deste género musical, desde o samba de terreiro do recôncavo baiano até ao samba solto das cabrochas no Rio de Janeiro. Tudo isso “com a alegria e simpatia de um povo que canta e dança para levar a vida!”, destaca a organização.
Lisiane Moresco é formada em Dança pela UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul e é especializada em projetos sociais pela mesma universidade, com extensão em Ensino da Cultura Afro e Indígena Brasileira. É professora em escolas públicas no Brasil, bailarina e coreógrafa do grupo Maracatu Truvão de Porto Alegre e diretora e coreógrafa do grupo Kwanzaa Danças Brasileiras. Atualmente ministra ainda aulas de danças afro-brasileiras em Lisboa, nos espaços Anjos70 e Ágora Experimental.
Até ao próximo sábado, dia 12, a Feira da Diversidade, sob o lema de ser um “Evento feito de, para e com Parceiros” conta igualmente com expositores de empresas e profissionais de diversos setores, associações e organismos públicos e privados.

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