Cat Stevens atua no mês de julho em Oeiras

Durante sete noites do verão de 2020, uma nova experiência de um festival vai levar a melhor música aos Jardins do Palácio do Marquês de Pombal, em Oeiras, acompanhada por uma oferta atgastronómica de prestígio, numa organização conjunta da câmara municipal e da promotora Música no Coração, com o cantor Cat Stevens (também conhecido por Yusuf), a ser a primeira confirmação para o evento na noite de 4 de julho.

Yusuf/Cat Stevens, primeiro nome confirmado faz já prova dessa qualidade e atua pela primeira vez em Portugal. De acordo com a organização, serão 7 noites de concertos, no mês de julho, em dois palcos, um para os grandes nomes e um segundo para artistas emergentes e concertos mais intimistas, que vão contar com a “valiosa curadoria de Pierre Aderne, músico brasileiro a residir em Lisboa, conhecido do público e do meio cultural e artístico, precisamente por juntar músicos e artistas dos mais variados quadrantes, nomeadamente na tertúlia musical Rua das Pretas”.

Cat Stevens é um dos principais compositores e intérpretes do século XX, com mais de 40 milhões de discos vendidos. Inspirado pelos Beatles, pela folk e pelo blues americano, começou a escrever as suas próprias canções ainda na adolescência e a verdade é que não demorou muito até que alcançasse sucesso, graças ao single “I Love My Dog”. Logo a seguir, “Matthew & Son” consolidou a fama do músico e abriu caminho para o seu estatuto de estrela pop a nível mundial.



Depois de contrair tuberculose, Cat Stevens passou por um longo período de convalescença que correspondeu também “a um despertar espiritual, tendo regressado bem diferente na década de 70”. O ídolo adolescente era agora um trovador de barbas, privilegiando os arranjos acústicos em vez das pesadas orquestrações pelas quais ficou conhecido na década anterior. Os discos “Mona Bone Jackson” (1970), “Tea for the Tillerman” (1970), “Teaser and the Firecat” e “Catch Bull at Four” (1972) elevaram-no ao estrelato musical. Foi nesse período que nasceram algumas das suas principais canções, como “Wild World”, “Father & Son”, “Peace Train”, “Moonshadow” ou “Morning Has Broken”.
Em 1975, uma experiência de quase morte marcou o seu encontro com o islamismo, depois da leitura do Alcorão. Esta conversão acabaria por ditar também uma mudança de nome. Cat Stevens era agora Yusuf Islam. Chocou o mundo ao abandonar a carreira musical, dedicando-se à família, à formação de várias escolas espirituais e também a várias ações humanitárias. Depois dos ataques do 11 de setembro, o músico passou também a ser uma voz ativa contra o terrorismo.



Em 2006, regressou à música mais a sério com o lançamento do disco “An Other Cup”. Desde aí lançou mais três discos e fez várias digressões internacionais. Este regresso encantou o público, “sedento por voltar a ouvir as melodias sedutoras e as letras pungentes na voz suave do ídolo”.
Este ano entrou para o Hall of Fame dos Compositores e em 2020 promete trazer essa sua boa fama ao encontro do público português, a 4 de julho, na primeira edição do “Festival Jardins do Marquês – Oeiras Valley”.
“Oeiras destaca-se pela sua aposta na cultura e inovação. Um concelho conhecido pela sua história e beleza, duas vertentes muito bem representadas pelo espaço Jardins do Marquês, onde se realizará este novo Festival”, refere a organização. “Propõe-se uma experiência de Festival de Música sofisticada, desenhada para despertar todos os sentidos, num espaço icónico, com artistas de renome internacional e nacional e uma oferta gastronómica de prestígio, dirigida a um público que privilegia a qualidade e o conforto e procura novas experiências”, adianta.

Antes dos concertos, um jantar
O Festival Jardins do Marquês – Oeiras Valley vai ainda unir ao melhor da música, uma experiência gastronómica única e exclusiva. O Jantar do Marquês será servido em cada uma das sete noites, no cenário único dos jardins e num menu de degustação criado com a arte e o engenho do Chef Vítor Sobral, que foi o primeiro cozinheiro de renome a criar uma tasca moderna de petiscos em Portugal. Na altura, uma ideia controversa, atualmente “uma tendência que se espalhou pelo país e um conceito que conquistou os paladares mais exigentes”. O bilhete para o Jantar do Marquês poderá ser adquirido nos mesmos locais do bilhete para os concertos.
Em relação à identidade visual do Festival, criada pela agência Big Fish, inspirou-se no “pensamento vanguardista do Marquês de Pombal, através de uma colagem contemporânea de ilustrações de elementos botânicos – a experiência – e do próprio Marquês de Pombal – o “anfitrião” do Festival”. O lettering histórico, cujo uso neste contexto é tão contemporâneo, reforça o diálogo latente neste shuffle permanente entre o histórico e o presente. Os bilhetes para cada uma das noites situam-se entre os 40 e os 85 euros.

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